- Podemos receber alguma informação sobre a volitação do corpo espiritual?
Neste item, André Luiz trata da capacidade de volitação (ou seja, o ato de se locomover pelo espaço com o pensamento) como uma faculdade natural dos Espíritos nos planos espirituais, diretamente relacionada ao estado de evolução e à condição do perispírito (corpo espiritual).
Ele explica que:
A volitação não é um privilégio de Espíritos superiores, mas uma faculdade latente em todos os Espíritos, que se desenvolve à medida que eles progridem moral e intelectualmente.
No plano espiritual, os deslocamentos não dependem de meios físicos, mas sim da vontade orientada e da harmonia mental com as leis superiores.
Quanto mais evoluído o Espírito, mais leve e sutil é seu perispírito, o que permite maior liberdade e agilidade nos deslocamentos.
Espíritos ainda presos a paixões ou ao materialismo apresentam densidade perispiritual maior, o que dificulta a volitação.A volitação exige disciplina mental, elevação de sentimentos e afinidade vibratória com os ambientes espirituais mais sutis.
Portanto, o item enfatiza que o domínio da volitação está intimamente ligado ao grau de elevação espiritual e ao autodomínio moral e psíquico do Espírito.
- Como entendermos a mente em si, individualizada e operante , se as células do corpo espiritual tem vida própria como as do corpo físico?
Neste item, André Luiz aborda a relação entre a mente e o corpo espiritual (perispírito), destacando a capacidade da mente de dirigir e organizar as funções do corpo espiritual por meio da volitação (a locomoção pelo pensamento, característica dos espíritos desencarnados em certos níveis evolutivos).
Resposta e explicação
André Luiz explica que, embora as células do perispírito apresentem vida própria (tal como as do corpo físico), elas são subordinadas à direção da mente, que funciona como centro organizador e ordenador.
A mente é vista como centro de comando, exercendo controle e influência constante sobre as estruturas que compõem o corpo espiritual.
Essas células não são autônomas no sentido pleno — elas respondem aos impulsos mentais, moldando-se conforme a vontade, os sentimentos e os pensamentos do espírito.
O perispírito é, portanto, uma extensão da mente, adaptando-se ao seu estado moral, emocional e intelectual.
A volitação é possível justamente porque a mente atua diretamente sobre a organização e a movimentação do corpo espiritual, deslocando-o por força do pensamento.
Conclusão filosófica-espiritual
O espírito é senhor de si mesmo à medida que evolui, comandando seu corpo espiritual pelas forças da mente, demonstrando que a consciência é o centro controlador da individualidade, mesmo fora da matéria densa.
- Quais os mecanismos das alterações de cor, densidade, forma, locomoção e ubiquidade do corpo espiritual?
Neste item, André Luiz explora as propriedades do corpo espiritual (ou perispírito) e os mecanismos que permitem suas alterações e locomoção no plano espiritual.
1. Mecanismos de alteração do corpo espiritual:
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Cor:
A cor do corpo espiritual varia conforme o estado mental, moral e emocional do Espírito. Espíritos mais evoluídos irradiam luz intensa e cores suaves, enquanto os inferiores apresentam tonalidades escuras ou opacas, resultado de pensamentos densos, sentimentos negativos ou materialismo. -
Densidade:
A densidade do perispírito está relacionada ao grau de adiantamento moral e intelectual. Quanto mais elevado o Espírito, mais sutil e leve seu corpo espiritual; os Espíritos inferiores possuem corpos mais densos e pesados, ligados a instintos materiais. -
Forma:
A forma do corpo espiritual é maleável e depende do modelo mental do Espírito. Ele pode assumir formas variadas, conforme a vontade, o grau de consciência ou o tipo de fixação psíquica (por exemplo, Espíritos perturbados podem manter formas deformadas ou relacionadas a suas crenças ou culpas).
2. Locomoção e volitação:
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Volitação é a capacidade de deslocar-se pelo pensamento, sem depender de meios físicos. Espíritos em condição equilibrada podem deslocar-se com rapidez, impulsionados pela vontade e dirigidos pelo pensamento.
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A locomoção é possível porque o corpo espiritual responde à energia mental, atuando como um veículo de manifestação da consciência.
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Espíritos mais elevados volitam com facilidade, enquanto os mais apegados à matéria caminham como se ainda estivessem no plano físico, por estarem mentalmente presos à forma corporal.
3. Ubiquidade:
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O Espírito pode estar em vários lugares ao mesmo tempo (ubiquidade relativa), através da irradiação do pensamento e da projeção fluídica de sua presença.
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Isso se dá porque o Espírito pode dividir sua atenção, manifestando-se em diferentes pontos, embora com níveis diferentes de consciência e intensidade. Essa faculdade é mais comum em Espíritos elevados.
Conclusão:
O corpo espiritual é um organismo extremamente plástico, regido pela mente. Seus aspectos (cor, densidade, forma, movimento e presença) são condicionados pelo padrão vibratório do Espírito, que, por sua vez, reflete sua evolução moral, intelectual e emocional.
- Em que condições o corpo espiritual de um desencarnado sofrerá compressões, escoriações ou ferimentos?
No item mencionado, André Luiz explica que o corpo espiritual (perispírito), embora mais sutil do que o corpo físico, pode sim sofrer lesões como escoriações, compressões e até ferimentos, dependendo de certas condições.
Essas condições estão relacionadas ao estado mental e moral do Espírito:
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Espíritos em desequilíbrio emocional ou moral, especialmente os que mantêm vínculos com vícios ou paixões materiais, conservam o perispírito mais denso e sujeito a sofrimentos semelhantes aos do corpo físico.
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Idéias fixas, culpa, remorso, ódio ou medo intenso podem plasmar (moldar) situações dolorosas sobre o corpo espiritual.
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Em regiões espirituais densas (umbralinas), os Espíritos podem experimentar queda, choque, esforço e até "ferimentos" no perispírito, que são reflexos de seus próprios estados mentais ou ações anteriores.
Esses "ferimentos" não são como os do corpo físico, mas têm efeitos reais sobre a sensibilidade e equilíbrio do Espírito, e podem até influenciar sua aparência no plano espiritual.
-Qual é a ordem de formação dos centros vitais pelo princípio inteligente no seu corpo espiritual?
O texto explica que o princípio inteligente, ao longo de sua evolução nos reinos inferiores da natureza, vai modelando seu corpo espiritual (perispírito) gradativamente, com a ajuda da mente e sob orientação de inteligências superiores. Esse processo culmina na formação de centros de força, que são núcleos de energia responsáveis pelo equilíbrio e funcionamento do ser.
Qual é a ordem de formação dos centros vitais pelo princípio inteligente?
Segundo André Luiz, a ordem evolutiva de formação dos centros vitais no corpo espiritual (perispírito) é a seguinte:
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Centro genésico – ligado à reprodução e às energias criadoras.
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Centro gástrico – relacionado à nutrição e assimilação.
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Centro esplênico – responsável pela distribuição de energia vital.
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Centro cardíaco – rege as emoções e a circulação energética.
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Centro laríngeo – relacionado à comunicação e expressão.
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Centro frontal – vinculado à mente, razão e percepção.
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Centro coronário – centro da consciência, ligação com planos superiores.
Essa sequência mostra o progresso do princípio inteligente desde funções básicas (sobrevivência e reprodução) até funções mais elevadas (consciência, espiritualidade e intelecto).
Como se processa a exteriorização dos centros vitais?
Pontos-chave do Processo
- Associação de Conhecimento Magnético e Sublimação Espiritual: O processo de exteriorização dos centros vitais será compreendido plenamente mediante a integração desses dois conhecimentos, que refletem aspectos energéticos e espirituais do ser humano.
- Desenvolvimento Científico Futuro: Embora ainda não haja terminologia ou entendimento completo na ciência terrestre, a obra indica que os futuros cientistas chegarão, por suas próprias pesquisas, a realizações precisas neste campo.
- Paralelo com Outras Capacidades já Conhecidas: O texto cita que avanços referentes à regressão da memória e à exteriorização da sensibilidade já representam passos significativos, que caminham na mesma direção do entendimento da exteriorização dos centros vitais.
- Natureza do Corpo Espiritual: O corpo espiritual mantém uma dinâmica complexa e uma organização inteligente, com seus centros vitais atuando em níveis que ultrapassam a matéria física, ainda que vinculados às energias e estruturas magnéticas que podem ser estudadas cientificamente.
Conclusão
Embora o baço possa ser removido sem que o organismo físico pare de funcionar imediatamente, isso não anula sua relevância espiritual. O centro esplênico está diretamente associado à absorção, distribuição e circulação dos recursos vitais, especialmente os que vêm do fluido cósmico universal e são captados pelo perispírito.
O baço serve como uma estação de transição, onde os elementos sutis (como os fluido-vitais) são adaptados às exigências do corpo físico. Mesmo que outros órgãos possam compensar parcialmente sua ausência, a retirada do baço implica reajustes complexos e exige reestruturações no sistema energético do indivíduo. O centro esplênico permanece em atividade mesmo após a extirpação do órgão físico, mas sua interação se torna mais indireta e requer adaptações do perispírito e do sistema nervoso.
Portanto, a importância da relação entre o baço e o centro esplênico não está apenas na fisiologia material, mas no papel de intermediário energético entre o espírito e o corpo físico. A supressão do baço pode não interromper a vida biológica, mas altera o equilíbrio do campo vital, afetando a harmonia e a eficiência das trocas fluídicas entre os planos físico e espiritual.
- Como compreenderemos a situação dos centros vitais no caso dos "ovóides"?
Os "ovóides" são entidades espirituais que, por efeito de longos processos de desequilíbrio mental e emocional, acabam reduzindo sua forma perispiritual a uma estrutura rudimentar, semelhante a um ovo. Essa condição extrema é resultado de:
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Fixação intensa em ideias obsessivas ou sentimentos degradantes (ódio, vingança, culpa, etc.);
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Perda gradual da individualidade consciente;
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Colapso das funções superiores do perispírito.
Nessa condição:
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Os centros vitais (ou centros de força), que são núcleos de sustentação e regulação da energia espiritual, perdem suas funções coordenadas;
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O sistema perispiritual, que antes servia de intermediário entre o espírito e o corpo físico (quando encarnado), sofre graves distúrbios de organização;
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A alma entra num estado de involução transitória, em que sua consciência está obscurecida, e os centros vitais, em vez de operarem com harmonia, regrediram a uma condição instintiva e desorganizada.
Em resumo, nos "ovóides", os centros vitais se desarticulam, restando apenas reflexos automatizados de funções inferiores. A alma, mesmo imortal, passa por uma espécie de retração profunda do seu veículo espiritual, exigindo, para regenerar-se, processos longos de auxílio, reeducação e esforço evolutivo.

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