Neste item, André Luiz descreve as etapas e sensações vivenciadas pelo espírito após o desligamento do corpo físico:
Desligamento espiritual: O processo de morte é visto como uma liberação gradual do perispírito (corpo espiritual) em relação ao corpo físico. Esse desligamento pode ser mais rápido ou mais lento, dependendo do grau de apego do espírito à vida material e de sua evolução moral.
Estado de perturbação: Após o desencarne, a maioria dos espíritos passa por um período de perturbação — uma confusão momentânea, causada pela mudança de plano e pela adaptação ao novo estado vibratório.
Influência dos hábitos terrestres: Espíritos muito ligados à matéria ou com vida moral desregrada podem permanecer presos a sensações físicas por algum tempo, acreditando-se ainda encarnados ou sofrendo com suas próprias criações mentais.
Despertar espiritual: À medida que o espírito se liberta das impressões terrenas, vai tomando consciência de sua realidade espiritual. Esse despertar é facilitado quando a criatura viveu com equilíbrio, cultivando valores espirituais durante a encarnação.
Ação do pensamento: No plano espiritual, o pensamento tem grande poder criador e influencia diretamente o ambiente e as condições de existência do espírito.
Amparo espiritual: Espíritos benevolentes e familiares costumam auxiliar no momento da desencarnação, especialmente quando a pessoa cultivou méritos espirituais.
Mensagem central do item
A vida continua após a morte do corpo físico, e a condição do espírito nesse novo plano depende fortemente de sua conduta, sentimentos e pensamentos durante a vida terrena. O preparo interior, o desapego material e a prática do bem são determinantes para uma transição mais serena e consciente.
Conceito de inferno
No item "Conceito de Inferno", André Luiz apresenta uma abordagem espiritualista e científica sobre a ideia tradicional de inferno. Ele explica que o inferno não é um lugar físico de punições eternas, como descrito por religiões tradicionais, mas sim uma condição mental e vibracional do espírito.
Esse estado inferior é criado pela consciência culpada do próprio espírito, que, ao desencarnar, carrega consigo os desequilíbrios morais, os vícios e os pensamentos negativos acumulados durante a vida física. Tais cargas o atraem para zonas espirituais inferiores, como o Umbral — regiões de sofrimento, desarmonia e trevas espirituais, que refletem o estado íntimo dos espíritos que para lá vão.
O "inferno", segundo André Luiz, não é eterno nem punitivo por decreto divino, mas sim um processo educativo e corretivo. O espírito permanece nessas regiões até despertar para o arrependimento e o desejo sincero de regeneração, iniciando, então, o caminho de retorno à luz e à harmonia.
O capítulo enfatiza que cada um constrói seu próprio "céu" ou "inferno" por meio de seus pensamentos, atitudes e escolhas. A Lei Divina é de amor e justiça, e oferece sempre oportunidades de reabilitação e progresso.
"Sementes de destino"
Ambientes de expiação e reparação
Após a desencarnação, o espírito endividado enfrenta ambientes espirituais de purificação — descritos como cárceres-hospitais — onde ocorre intenso exame da própria consciência e doloroso convívio com outras consciências carentes ou endurecidas.
Desligamento da carga pesada e início da renovação.
Nesse processo de reflexão e arrependimento, o espírito abandona camadas superficiais de sua impureza. À medida que mostra sinais de arrependimento genuíno, recebe apoio da espiritualidade superior, que organiza os serviços de cura e renovação.
Formação das “sementes de destino”
As lembranças dos erros voluntários e das oportunidades perdidas permanecem gravadas no espírito como “sementes de destino”. Mesmo já tendo concluído dívidas diante de outros, essas sementes continuam a impulsioná-lo ao retorno à carne, muitas vezes guiando-o a novas reencarnações voluntárias para realizar reparações conscientes.
Planejamento de novas provas na carne
Espíritos que reconhecem a necessidade de eximir suas próprias consciências pedem novas experiências terrenas. Apoiado pelos créditos conquistados após a morte, cada reencarnação voluntária é estruturada segundo as demandas morais e as oportunidades necessárias para a redenção pessoal.
Reencarnações especiais
Natureza e objetivo dessas reencarnações
Ocorrem sem participação ativa do Espírito, sendo compulsórias, quando o progresso evolutivo exige experiências específicas.
Exemplos: nascimentos com cérebros inibidos, mutilações congênitas, cegueira congênita.
Condições e contexto
O Espírito encarna em um corpo que o impede de exercer uma vida física plena.
Essa trajetória está ligada não à hereditariedade biológica, mas a um programa pré-definido pela Justiça Espiritual.
Ambiente familiar e propósito moral
Nessa existência, o Espírito geralmente nasce em ambientes formados por pessoas com quem tinha vínculos em outras vidas, agora co‑participando desse drama redentor.
A convivência proporciona cuidados, compaixão e oportunidades de perdão e regeneração para ambas as partes.
Assistência espiritual
Enquanto sujeito físico a sofrimento, esse Espírito recebe assistência espiritual dedicada, com atuação de equipes extrafísicas que acompanham a experiência e oferecem o suporte necessário.
Exceção dolorosa ao processo evolutivo normal
São dolorosas exceções à reencarnação padrão, pois contrariam as expectativas da hereditariedade e representam um percurso marcado por grande limitação física.
O objetivo é resgatar débitos morais e acelerar transformações internas
Conclusão
Esse item destaca que, quando o progresso espiritual exige provas mais pesadas — ligadas às próprias imperfeições e dívidas do passado — o Espírito encarna em condições limitadas e sofridas. Não se trata de punição arbitrária, mas de um plano inteligente e compassivo, criado pelas Esferas Superiores para favorecer a redenção, o aprendizado e o perdão, sobretudo na convivência familiar e no auxílio mútuo.
Reencarnação e evolução
Neste item, André Luiz explica como a reencarnação é um dos principais mecanismos de evolução espiritual dos seres humanos. Ele destaca que, através das múltiplas existências no plano físico, o espírito tem a oportunidade de:
Corrigir erros cometidos em vidas passadas;
Aperfeiçoar sentimentos, pensamentos e ações;
Expandir conhecimentos intelectuais e morais;
Refinar seu perispírito (corpo espiritual) à medida que avança evolutivamente.
O autor espiritual enfatiza que a evolução não ocorre de forma automática ou milagrosa, mas sim como resultado do esforço individual, das experiências adquiridas e do uso consciente do livre-arbítrio ao longo das existências.
Outro ponto importante é a descrição da relação entre o corpo físico e o corpo espiritual: cada reencarnação representa uma oportunidade de moldar e purificar o perispírito, que, por sua vez, influencia a estrutura e o funcionamento do novo corpo físico.
O processo reencarnatório, portanto, é visto como instrumento educativo, planejado no mundo espiritual com o auxílio de entidades superiores, visando atender às necessidades evolutivas de cada espírito. A reencarnação é uma lei de justiça e misericórdia, que oferece renovação e progresso contínuo.
Particularidades da reencarnação
O capítulo trata das nuances e detalhes específicos do processo de reencarnação, com base na perspectiva espiritualista.
Principais pontos abordados:
Planejamento espiritual detalhado:
.Antes da reencarnação, há um extenso planejamento feito por técnicos do plano espiritual.
.Esse planejamento leva em conta o histórico do espírito, débitos cármicos e necessidades evolutivas.
.O perispírito (corpo espiritual) é moldado conforme as futuras necessidades físicas do corpo carnal.
Reencarnações complexas:
Em casos de missões importantes ou resgates profundos, a preparação pode ser ainda mais longa e minuciosa.
Algumas reencarnações envolvem intervenções diretas dos mentores, inclusive no momento da fecundação.
Herança genética e espiritual:
Há uma interação entre os fatores hereditários (genética dos pais) e os atributos espirituais do reencarnante.
O espírito atrai para si, por sintonia, os elementos genéticos que mais se ajustam ao seu perispírito e às provas que necessita enfrentar.
Limitações físicas planejadas:
Algumas deficiências físicas ou condições especiais já são previstas no plano reencarnatório.
Essas condições funcionam como instrumentos de reajuste ou aprendizado, conforme a lei de causa e efeito.
Influência dos pais e do ambiente:
Os pais têm papel importante no processo reencarnatório, não apenas como instrumentos biológicos, mas também como parte do aprendizado conjunto. O ambiente familiar e social também é selecionado de forma estratégica para o desenvolvimento do espírito.
Conclusão do capítulo:
A reencarnação não é um processo aleatório, mas cuidadosamente dirigido pelas leis divinas. Cada detalhe – desde o corpo físico até o contexto familiar – tem um propósito educativo e regenerador, visando a evolução moral e espiritual do indivíduo.
Corpo físico
Neste item, André Luiz descreve o corpo físico como uma estrutura altamente organizada, resultado de uma longa trajetória evolutiva. Ele enfatiza que esse corpo é a expressão visível da mente, moldado pelo perispírito e pelas experiências espirituais anteriores.
Principais ideias
O corpo físico não é obra do acaso, mas um instrumento cuidadosamente modelado pela mente, ao longo dos milênios, através da reencarnação.
Cada célula e sistema do organismo é um reflexo do estágio evolutivo do espírito.
A atuação do perispírito (corpo espiritual) influencia diretamente a formação e funcionamento do corpo físico.
A evolução física acompanha a evolução moral e intelectual do ser.
As doenças, limitações e características do corpo estão ligadas à necessidade de aprendizado ou reajuste espiritual.
O corpo é uma "máquina divina" com finalidades educativas e redentoras, e não apenas um veículo biológico.
Relação Espírito–Corpo
A mente, por meio do perispírito, plasma e organiza a forma física.
O espírito é o agente central da evolução, e o corpo é o meio de expressão e aperfeiçoamento.
Conclusão
O item "Corpo Físico" mostra que o corpo humano é muito mais do que matéria: é um instrumento inteligente e espiritualizado, que reflete as conquistas e necessidades do espírito imortal. A evolução corporal é parte do processo maior da evolução da consciência.
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